Publicado em Deixe um comentário

5 dicas para resolver brigas entre irmãos

Quem tem dois filhos ou mais sabe como é comum que haja brigas entre irmãos. Qualquer discussão pode se tornar acalorada demais, passando por ofensas e até agressões físicas. Por mais que possa ser algo normal, o ideal é que não vire rotina. Afinal, se uma criança não consegue discutir de forma civilizada com alguém da família, em outros ambientes e com pessoas desconhecidas, pode ser ainda mais complicado. Vamos conversar mais sobre esse assunto? Neste post, vamos entender as principais causas e vou te dar 5 dicas de como evitar brigas entre irmãos. Confira: Leia mais

Publicado em 2 comentários

Infância acelerada? Evite a ansiedade infantil em seus filhos – Tonia Casarin

Acordar, tomar café, ir para natação, voltar, tomar banho, ir para o inglês, almoçar, ir para escola, chegar em casa e tomar banho para jantar e dormir. Ah, e tem que ler um livro antes de dormir!

Essa é a rotina cada vez mais frequente na vida das crianças do século XXI.

A agenda deles é tão lotada quanto a de um executivo! Mas e o tempo para brincar, descobrir, criar conexões, dar e receber carinho e cuidado?

Os pais estão cada vez mais preocupados em aproveitar o tempo das crianças para que elas se capacitem desde cedo, por isso, muitas vezes, enchem a rotina das crianças de atividades e acabam pulando etapas importantes da infância.

Evite a ansiedade infantil, deixe seu filho ser criança.

O tempo para brincar, o tempo que a criança tem para se relacionar com a família e fortalecer laços afetivos é de extrema importância, pois além de desenvolver a parte motora, também auxilia no desenvolvimento socioemocional. A falta desse tempo, ou até mesmo a sua redução, pode gerar estresse e ansiedade nas crianças precocemente.

É importante que elas tenham um tempo para si mesmas todos os dias, seja para brincar, ler um livro que seja de sua escolha, conversar com os amigos ou fazer qualquer atividade que lhe seja agradável. Se a criança se sentir reprimida ou que seu espaço não está sendo respeitado, é possível que haja uma abertura para o desenvolvimento de uma ansiedade infantil. E isso não é algo que nenhum pai deseja.

É claro que estabelecer uma rotina e desenvolver as tarefas são pontos importantes. Porém, precisamos estar em constante atenção para não atropelar esse tempo/espaço tão precioso, momento que suas potências individuais são desencadeadas e desenvolvidas de forma intensa. .

Pular etapas não é bom! Criança precisa brincar e você, como pai, tem que compreender, aceitar, estimular e participar.

Através das brincadeiras, as crianças têm a oportunidade de simular situações e conflitos do dia a dia, da vida familiar e social. Isso permite a expressão das suas emoções e atitudes. As crianças estão em constante desenvolvimento, moldando suas personalidades de acordo com as experiências que vivem.

Por isso que é importante que não pulem etapas, que a sua infância não seja acelerada. Precisamos permitir que as crianças sejam crianças. Que brinquem, que se divirtam e que suas preocupações sejam poucas. Esse é o papel dos pais nesse momento.  

Brincar é uma forma das crianças encenarem os seus medos, as suas angústias e a sua agressividade e de tentarem elaborar e resolver os seus conflitos internos. Além disso, os jogos e as brincadeiras contribuem para o aprendizado e desenvolvimento.

Quando fazemos as crianças encararem seus medos, damos a chance delas conseguirem superá-los, a ponto de se tornarem adultos mais confiantes e seguros no futuro. E nenhum futuro promissor deve começar com uma ansiedade infantil.

A ansiedade infantil surge ao pular etapas, não permita isso.

E é por meio  do brincar que a criança pode desenvolver capacidades importantes para a vida como a atenção,  memória, imitação, imaginação. O brincar ainda proporciona criança o desenvolvimento de áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.

E, você, como mãe ou pai, como tem estimulado a brincadeira?

Em homenagem ao dia mundial da infância, selecionamos algumas dicas do que os pais podem fazer para estimular a criança ser criança e evitar a ansiedade infantil:

  • Estimule seu filho a brincar bastante e participe das brincadeiras;
  • Estimule seu filho a cooperar com a família sem sobrecarregá-lo;
  • Organize a rotina de seu filho e supervisione as informações que recebe;
  • Não exija demais dele, não imponha compromissos excessivos;
  • Esteja presente na vida dele, participe mais de sua infância;
  • Elogie seu filho em cada conquista e acerto;
  • Veja seu filho como uma criança e respeite-o como tal.

Tem um pequeno em casa que está mais acelerado que o normal? Tem medo que esse acúmulo de tarefas acabe o levando a uma ansiedade infantil? Então você deve se inscrever em nosso curso Emoções em Família, para aprender a criar um ambiente emocionalmente saudável para a sua família.

af_tonia_cta-10-desconto-medo_900x200px

Publicado em 4 comentários

Criança ansiosa? Saiba identificar os sinais – Tonia Casarin

O monstrinho da ansiedade é natural e faz parte da vida de adultos e pequenos. A diferença é que nós, adultos, sabemos lidar melhor com essa emoção e identificar suas causas. Já a criança ansiosa ainda está conhecendo e lidando pela primeira vez com esse sentimento e, por isso, pode precisar de uma ajudinha para compreender o que está sentindo e como lidar com isso.

A maioria dos medos e ansiedades na infância é normal – muitas vezes decorre do processo de aprendizagem de cada fase – e é comum que desapareça aos poucos. Você se lembra de quando aprendeu a andar de bicicleta ou de quando amarrou o tênis pela primeira vez? Lembra-se das primeiras palavras lidas, das primeiras frases? Certamente esses desafios geraram muita ansiedade; mas, vencido o obstáculo, a inquietude deu lugar ao prazer.

O monstrinho da ansiedade passa a ser um problema quando se torna disfuncional e impede a criança de realizar tarefas simples, como dormir, brincar com outra criança ou ir à escola. Nesses casos, pode-se falar em transtornos de ansiedade e a busca por profissionais da saúde é fundamental.

=&0=& Simplificando: em cada 10, há uma criança ansiosa. Assustador, não?

A vida agitada, os desajustes das relações familiares, o uso excessivo da tecnologia e a competitividade excessiva estimulada pela sociedade têm sido algumas das causas atribuídas a esse fenômeno moderno.

Abaixo sugerimos alguns sinais que os pais devem estar atentos para verificar se seu filho é uma criança ansiosa:

Como descobrir se seu filho é uma criança ansiosa?

Veja sinais que indicam o surgimento de um transtorno de ansiedade nos pequenos:

A criança tem dificuldade de se relacionar com os amigos

Há pequenos que passa por um desconforto muito grande na hora de se relacionar. Para a criança ansiosa, pode ser um grande sofrimento:

  • falar em sala de aula;
  • comer na cantina próximo a outras crianças;
  • ir a festas;
  • escrever na frente de outros colegas;
  • usar banheiros públicos;
  • dirigir a palavra a figuras de autoridade (professores e treinadores, por exemplo);
  • conversar e brincar com outras crianças.  

Em algumas situações, ainda há a presença de sintomas físicos, como palpitações, tremores, falta de ar, ondas de calor e frio, sudorese e náusea. Você reconhece seu filho em algumas dessas situações? Se sim, a probabilidade de que ele seja uma criança ansiosa é alta. Por isso, é importante estar atento a essa ansiedade atípica e procurar ajuda de um psicólogo infantil.

Leia mais

Publicado em 2 comentários

5 dicas de como lidar com a frustração – Tonia Casarin

Muitas mães e pais me perguntam sobre o monstrinho da frustração. E já ouvi muitos adultos falarem que as crianças e os jovens de hoje em dia não sabem lidar com ele. Ouço pessoas que trabalham com pessoas da geração Y e que falam que eles não sabem como lidar com a frustração.

Bom, neste post vou dar a você 5 dicas de como lidar com a frustração desde pequeno. Porque teremos que aturar esse monstrinho a vida toda e quanto mais cedo compreendermos, melhor, não é verdade?

Frustração e resiliência andam juntas!

Uma mensagem que esse monstrinho traz é que não somos capazes de controlar tudo. Sendo assim, muitas vezes nos sentimos frustrados. Nosso poder é limitado e o monstrinho da frustração deixa isso bem claro, né?  

Além disso, a frustração também costuma aparecer quando não conseguimos fazer ou executar algo que era importante para nós mesmos. Ou ainda, não conseguir o que queríamos. É bem difícil vermos nossos filhos sentindo-se frustrados. Mas faz parte da vida da nossa e da deles também!

A frustração parece ser uma condição para começar a desenvolver a resiliência. A pesquisadora Angela Duckworth, autora do livro “Garra”, descobriu que a capacidade de completar uma tarefa e cumprir os objetivos em longo prazo é o maior preditor de sucesso. Sim, acredite: superar essa frustração inicial pode proporcionar algo maior que realização acadêmica, envolvimento extracurricular, pontuação dos exames e índice de inteligência (o famoso QI).

E para realizar e manter metas de longo prazo, não há dúvida de que a frustração é uma grande companheira de jornada. Errar e não controlar tudo ao longo do caminho é bem natural. E as crianças precisam entender isso desde pequenas.

As falhas ao longo do caminho são oportunidades para eles se conhecerem mais e entenderem onde podem melhorar. Elas serão capazes de perceber as próprias limitações, como fazer para pedir ajuda, o que podem fazer diferente para chegar a um novo (e melhor) resultado.

Vamos às dicas?

Como lidar com a frustração? 6 dicas para auxiliar seu filho

Veja como as crianças podem superar esse monstrinho:

1. Não tente resolver ou evitar a frustração da criança a qualquer custo

Não temos como evitar as decepções que a criança vai ter ao longo da vida. Por isso, em vez de tentar resolver o problema dela, ensine-a a lidar com a emoção e mostre que ela é capaz de lidar com esse monstrinho e achar suas próprias soluções. Atitudes como impedir que o brinquedo quebre ou dar mais tempo porque ele quer brincar, e não porque é o certo, podem passar a mensagem de que ele não é capaz de lidar com dificuldades.

Ensinar a lidar com as emoções também desenvolve a autoestima e a independência da criança. Afinal, ela se sente bem ao entender que é capaz de resolver os próprios problemas.

2. Valide a emoção de seu filho

Quando você acolhe as emoções, seu filho se sente em um espaço seguro para se abrir, e isso fortalece a relação e a conexão entre vocês. Quer coisa melhor do que saber que pode confiar nos seus pais?

Colocar para a criança que ela pode expor seus sentimentos é fundamental para essa validação. Aceite sua raiva, seu choro, sua revolta ela tem o direito de expressar sua frustração! Mostre que você está ao lado dela. A presença e a conexão são muito poderosas na hora de acolher.

3. Explique tudo de forma clara

Para que seu filho entenda claramente como lidar com a frustração, adapte suas explicações de acordo com a idade dele e tente ajudá-lo a compreender o que a causou. Saber as causas daquela emoção ajuda a criança a entender os gatilhos que a fizeram agir de determinada forma.

4. Coloque limites

Lembre à criança que sentir frustração é normal, mas que não é aceitável morder a amiga porque teve que emprestar o brinquedo para ela, por exemplo. Não se esqueça de aceitar o que ela sente, mas não necessariamente aturar um mau comportamento causado por uma frustração. Ou seja, acolha a frustração, mas coloque limite se ela começar a desrespeitar você. Uma coisa é acolher a emoção, outra é aceitar o comportamento.

Aprender a lidar com a frustração dentro de limites auxilia na disciplina e na compreensão da criança de que o mundo não gira em torno dela. Esse tipo de aprendizado será bem útil na vida adulta – você com certeza conhece aquele adulto que não soube desenvolver essas habilidades.

5. Seja exemplo

O adulto é o modelo que a criança segue. Se você mostra que não sabe lidar com a frustração e se comporta mal quando as coisas não acontecem do jeito que queria ou planejou, seus filhos copiarão o seu comportamento e eles são muito bons em copiar o que a gente faz!

Adultos costumam subestimar a inteligência da criança. Não cometa o mesmo erro. Ela vai observar se você faz aquilo que diz a ela – e, se não fizer vai questionar.

6. Trabalhe a constância, o esforço e a rotina

É importante mostrar às crianças que nem sempre o que queremos acontece, mas que, de qualquer forma, é necessário muito esforço para alcançar seus objetivos. Uma forma de incentivar o esforço é estimular os pequenos a praticarem esporte.

Durante uma prática esportiva, a criança aprende a ter perseverança e autoconfiança, dois antídotos para a frustração. Além disso, ela se expõe a constantes desafios que a farão lidar com esse monstrinho constantemente. Mostre também para ela que há coisas que não controlamos, mas que precisamos aprender a lidar com elas.

Não é tão difícil entender como lidar com a frustração, não é verdade? E essa habilidade pode trazer muitos benefícios ainda na infância. Mas você quer aprender mais sobre esse e outros monstrinhos? Então não deixe de fazer o curso online Emoções em Família, onde aprenderá a lidar melhor com as emoções dos pequenos e desenvolver a inteligência emocional em casa!

af_tonia_cta-10-desconto-medo_900x200px